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Café e futebol: as duas paixões que o Brasil exporta

O país manda para fora os melhores grãos e os melhores jogadores. O que sobra em casa quase nunca é o titular — e isso não precisa ser assim.

O Brasil é o maior produtor de café do mundo e também o maior exportador de talento do futebol. Em comum, as duas histórias têm um detalhe incômodo: o que há de melhor costuma embarcar.

No café, a lógica é simples e cruel. Os lotes com maior pontuação sensorial alcançam preços melhores lá fora, e o mercado interno historicamente se acostumou com o que ficou para trás — grãos misturados, torra escura demais para esconder defeito, moagem feita meses antes de chegar à sua casa.

A mudança começou pelo consumidor. Nos últimos anos, quem bebe café aprendeu a perguntar de onde vem o grão, em que altitude foi cultivado, como foi processado e quando foi torrado. São as mesmas perguntas que um olheiro faz antes de assinar com um jogador.

É por isso que a Liga do Café existe: para escalar aqui dentro o time que normalmente só joga fora.

Por Liga do Café · da lavoura na Zona da Mata Mineira

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